sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Como honrar a Deus com os meus bens?


“Honra ao SENHOR com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda” (Pv 3. 9)

Dinheiro e Deus não se associam na cabeça de muitas pessoas. Muitos creem que Deus está à parte de suas vidas financeiras. Quando ouvem pregações falando sobre dinheiro preferem desconversar. É preciso, porém, dar razão a muitas dessas pessoas, pois muitas delas têm em suas mentes o tipo de “pregação” sobre dinheiro difundido pelas igrejas que aderem à teologia da prosperidade, teologia esta, que oferece um desserviço à verdadeira palavra de Deus.

A Bíblia é bem equilibrada quando se fala do relacionamento entre Deus e as nossas finanças. Primeiramente, porque Deus não precisa do dinheiro de ninguém, pois “Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.” (Sl 24. 1). Seria brincadeira achar que Deus precisa do nosso dinheiro.

Precisamos entender bem o que Deus requer de nós com relação aos nossos ganhos. A sabedoria dos provérbios nos ajuda a entender bem essa questão.

A primeira parte do provérbio ensina: “Honra ao SENHOR com os teus bens…” (Pv 3. 9).Honrar a Deus com os nossos bens é administrá-los de forma com que Deus seja glorificado. Fazemos isso pagando nossas dividas em dia, sendo generosos com o próximo, planejando nosso futuro financeiro corretamente, excluindo de nossa vida a adoração ao dinheiro e aos bens [a avareza], sendo gratos a Deus pelo nosso sustento, enfim, fazendo um uso digno e abençoado do nosso dinheiro e bens. Agindo assim estaremos honrando a Deus com nossos bens. Mas não é só isso!

A segunda parte do provérbio aponta para o uso do nosso dinheiro e bens na obra de Deus: “…e com as primícias de toda a tua renda” (Pv 3. 9). No Antigo Testamento, os primeiros frutos que a terra dava [as primícias] eram oferecidos ao Senhor. “As primícias dos frutos da tua terra trarás à Casa do SENHOR, teu Deus.” (Ex 23. 19)

As pessoas honravam a Deus agindo assim. Era a lei determinada por Deus. Assim, temos no Antigo Testamento a instituição dos dízimos. O dízimo era a décima parte dos animais e das colheitas [o dinheiro da época] que o povo oferecia a Deus. Era usado para o sustento dos levitas e para a ajuda aos órfãos, viúvas e estrangeiros. Era assim que o povo honrava a Deus com as primícias da sua renda. A honra derivava da obediência a Deus.

Hoje, a obra de Deus também requer o mesmo comportamento de fidelidade que honrava a Deus nos tempos passados. A fidelidade das pessoas em destinar parte dos seus ganhos para a realização da obra que Deus nos confiou, é uma das formas de honrá-Lo também no tempo presente. Alguns questionam se deveríamos ainda dar os dízimos como no passado, ou seja, 10% de nossa renda. Eu sou defensor de que não podemos fazer menos do que nossos irmãos fizeram no passado. Se eles honraram a Deus com os seus dízimos, também devemos fazer assim, independentemente se há ou não uma lei especifica no Novo Testamento,  e quem sabe, ainda mais, de acordo com o nosso coração diante de Deus!

Agindo assim honramos a Deus com os nossos bens. Seja fiel a Deus!

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