domingo, 17 de novembro de 2013
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Fumar é pecado? O que a Bíblia diz sobre fumar?
Você pergunta: Hoje vemos muitas pessoas que têm o hábito de fumar. Nunca encontrei nada na Bíblia específico a respeito do tabaco. Será que a Bíblia proíbe realmente alguém de fumar? Ou podemos concluir que pelo fato dela não mencionar nada sobre o fumo não seja pecado fumar?
Caro leitor, muito oportuna sua pergunta. Realmente não encontramos nada especifico o bastante a respeito do fumo na Bíblia. Não existe o décimo primeiro mandamento: “não fumarás”. Porém, é muito simplista crermos que a Bíblia é apenas um livro de leis que dizem o que pode ou não pode ser feito. A Bíblia é muito mais do que isso. Ela traz princípios que nos ajudam a avaliar qualquer tipo de situação e tomarmos a melhor e mais sábia decisão em qualquer tempo da nossa vida. Assim, o fato de não constar nenhum versículo específico não faz do ato de fumar algo liberado e lícito.
Mas fumar é ou não é pecado?
Bom, para respondermos a isso devemos analisar o que significa fumar e o que está envolvido nesse ato e confrontarmos com a Bíblia para vermos se esse ato passa pelo crivo da Palavra de Deus.
(1) Fumar é um vício. Todos sabem que a nicotina presente no cigarro vicia. Existem aqueles fumantes que dizem que param quando quiserem, mas sabemos que a realidade não é bem essa. O tabaco vicia em um nível muito profundo, trazendo dependência química séria. Nesse sentido já temos um elemento contrário ao fumo. Vícios não condizem com a vida de um crente resgatado por Cristo. A meu ver o vício de fumar é contrário a busca que o crente deve ter do domínio próprio (Gálatas 5.23).
(2) Fumar faz mal a saúde. Nunca é demais lembrar que o cigarro contém cerca de 5000 substância tóxicas e que seu uso pode resultar em câncer e diversas outras doenças graves e algumas mortais. A Bíblia é clara em apontar que nosso corpo é templo do Espírito Santo e que devemos glorificar a Deus através desse corpo: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” (1 Coríntios 6.19-20). Não consigo imaginar como alguém que faz uso de uma substância tão maléfica ao organismo possa glorificar a Deus em seu corpo com essa atitude.
(3) Fumar é semelhante a outros vícios condenados pela Bíblia. Alguns defendem o uso do tabaco apoiando-se no fato da Bíblia não condenar diretamente o tabaco. Mas é óbvio que as listas de pecados condenados presentes na Bíblia não são exaustivas. Se o tabaco não é mencionado, pode ser porque não era um problema na época como é hoje. Em uma de suas listas, Paulo diz o seguinte: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são (…) bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas“ (Gálatas 5.19, 21). Não vejo dificuldade alguma em comparar o vício do tabaco com, por exemplo, as glutonarias e bebedices citadas por Paulo. São muito semelhantes. Certamente esse vício do tabaco pode ser encaixado em “coisas semelhantes a essas” se considerarmos todo o contexto que trabalhamos acima.
(4) Fumar prejudica a vida do próximo. Hoje já se sabe que mesmo as pessoas que não querem fumar, mas que ficam próximas a fumantes, também acabam colhendo os males do cigarro. São os fumantes passivos. A maioria dos fumantes em algum momento acabam cedendo ao vício e fumando próximo de alguém (alguns até próximo de seus filhos dentro de casa), prejudicando essa pessoa. Tudo isso por causa da força do vício. Apesar de todas as leis buscando “proteger” os não fumantes, sabemos que na prática as coisas não funcionam tão bem assim. Considero isso como uma atitude de violência contra o próximo, já que a pessoa prefere dizer sim ao vício a dizer sim a saúde do próximo.
Conclusão:
É preciso salientar que o fator viciante do uso do tabaco pode fazer com que o seu uso vire uma doença na vida da pessoa. O vício fica tão forte que nem com muita força de vontade consegue largar. Ou seja, não podemos reduzir esse vício prejudicial apenas ao âmbito espiritual. Às vezes serão necessários medicamentos, acompanhamento psicológico e outras ajudas médicas para ajudar a pessoa a se libertar desse maldito vício. E, é claro, a ajuda espiritual tão necessária.
Por isso, a igreja deve acolher essas pessoas e orientá-las corretamente a respeito dessa questão. Mas, é claro, o fator fundamental é a pessoa reconhecer o seu erro e o prejuízo dele a si mesma e aos outros. Esse é o primeiro passo para a libertação plena.
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013
terça-feira, 29 de outubro de 2013
----------- ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 28/10/13 -----------
VENHA E FAÇA PARTE DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
Como sempre a nossa Escola Dominical tem sido uma benção para os que estão presentes.
Venha participar, você e sua família, todo Domingo à partir das 9:00hs
Fotos do nosso café da manhã de outubro.
Vantagens de se viver em comunhão:
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Santo ou pecador?
Ao longo de todas as cartas do Novo Testamento, o povo de Deus é
chamado de muitas coisas. Eles são os “eleitos” (1 Pedro 1.1), “irmãos
fiéis” (Colossenses 1.2), “amados” (1 João 2.7), “filhos de Deus” (1
João 3.2), a “nação santa” (1 Pedro 2.9) e, sobretudo, são chamados de
“santos”.
Claramente ausente dessa lista está o termo “pecadores”. Não há um
lugar que eu conheça em que o povo de Deus, a igreja, seja coletivamente
chamado de “pecadores”. Além disso, um argumento pode ser feito de que
não há um exemplo no Novo Testamento em que um crente é referido como um
“pecador”. O mais próximo disso é a tão conhecida referência de Paulo a
si mesmo como o “maior” (ou “chefe”) dos pecadores em 1 Timóteo 1.15.
Mas o contexto deixa claro que Paulo usou essa terminologia para se
referir à sua antiga vida enquanto perseguidor da igreja. Ele diz: “a
mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente” (1.13).
Agora, claro, isso não significa que cristãos não pequem. De fato,
cristãos pecam e pecam em formas mais sérias e profundas do que eles,
geralmente, imaginam. Essa é toda a questão de Romanos 7, em que Paulo
lamenta o fato de que ele faz o que não que fazer. A vida cristã inteira
é uma batalha entre o novo homem e o velho homem, e esse último,
geralmente, ganha. Paul pode até falar de si como “desventurado homem”
(Romanos 7.24).
Mas isso é que é interessante. Ao diagnosticar sua própria violação
da lei, Paulo conclui que, sempre que peca, não é o verdadeiro Paulo que
está fazendo isso. Ele declara: “Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim” (7.17). E, novamente: “Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim” (7.20).
Não interprete mal o que Paulo está dizendo aqui. Ele não está
tentando invocar alguma desculpa em que ele não é culpado por esses
pecados por ter uma personalidade esquizofrênica e dividida. Não, Paulo é
culpado por esses pecados. Mas, no meio dessas atitudes, Paulo busca
enfaticamente deixar claro que não é o novo Paulo quem está pecando e
sim, o velho. Nesse sentido, ele pode dizer que, quando peca, ele não é o
seu verdadeiro eu.
Colocando de uma outra forma, a identidade de Paulo está atrelada ao novo homem que ele se tornou em Cristo.
Se é assim, isso explica (pelo menos, parcialmente) porque Paulo é
ávido em se referir aos crentes como “santos” no início de,
praticamente, todas as suas cartas. Paulo não é ingênuo acerca do fato
dos cristãos ainda pecarem, e pecarem em formas maiores (de fato, suas
cartas são, por vezes, sobre esses pecados!). Mas ele quer que os
cristãos pensem em si mesmos considerando suas novas naturezas, não as
antigas. Eles são santos que, por vezes, pecam; não, pecadores que, às
vezes, fazem o certo.
E, quando as nossas verdadeiras identidades são entendidas de forma
correta, isso afeta a forma com que vemos (e respondemos) aos nossos
pecados. Podemos pensar que a melhor forma de reconhecermos a
profundidade de nossos pecados é pensarmos nós mesmos principalmente na
categoria de “pecadores”. Mas isso pode, na verdade, causar o efeito
oposto. Se pensamos em nós mesmos apenas como “pecadores”, então nossos
pecados são vistos como algo comum e inevitável. Eles são apenas o
resultado de quem nós somos. Claro, nós gostaríamos de não pecar. Mas é
isso que “pecadores” fazem.
Se, em vez disso, virmos nós mesmos como “santos”, então começaremos a
ver nossos pecados sob uma nova luz. Se nós somos mesmo os “santos”,
então os pecados que cometemos são mais profundos, sérios e
significativos desvios do chamado de Deus do que nós jamais percebemos.
Nosso pecado, em um sentido, é mais hediondo porque está sendo feito por
aqueles que tem agora uma nova natureza e identidade.
E é essa “dissonância cognitiva” entre nossas identidades enquanto
santos e nossas ações pecaminosas que nos levam ao arrependimento. Nos
arrependemos porque esses pecados não são ordinários e esperados. Eles
são fundamentalmente contrários ao que Deus nos fez ser. É essa tensão
entre nossas identidades e nossas ações que é perdida quando paramos de
pensar em nós mesmos como santos.
Por fim, eu não estou sugerindo que cristãos não podem nunca referir a
si mesmos com a palavra “pecador”. Se entendido de forma correta, tudo
bem. Mas também devemos ser ávidos para pensar em nós mesmos como
santos. Afinal, quando Cristo retornar, é isso que nós seremos. Na
glória, não haverá pecadores. Apenas santos.
Retirado de : http://iprodigo.com/traducoes/santo-ou-pecador.html
Autor: Michael J. Kruger
Traduzido por Kimberly Anastacio
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
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